Carta a um Jobim fora do tom !
Inserido em 22/03/2009
Marcio del Cístia

           Precisamente crítica, mas elegantemente contida e ponderada na linguagem, esta carta pretende ser (mais) uma aula sobre "ser soldado".
Entendo que, embora retoricamente dirigida ao ministro da Defesa, busca em verdade, outras mentes - mais saudáveis que aquela. Com certeza, o autor sabe que tal como crianças não alcançam entender complexas motivações de adultos, determinados perfis de caráter - e no caso em pauta, de mau carácter - jamais conseguirão assimilar, mesmo ao rasteiro nível do intelecto, valores éticos e morais que os transcendem por léguas.

           Honra, brio, integridade, lealdade, bravura, a dignidade que promana do auto-respeito, do jamais rebaixar-se a atos desleais, o amor incondicional à pátria... são-lhes conceitos vazios de ecos pessoais. Nada de remotamente similar e suscetível de ressonância por simpatia, existe nestes caracteres.

           A superior realidade em valor humano que se honra pela dedicação ao Servir, é-lhes mais estranha e incompreensível que uma décima dimensão. O senso de honra, de honestidade para consigo e para com o Outro - florações do auto respeito embasado em sensibilidade ética - absolutamente nada lhes significam (de positivo). E porque precisa-se sempre de uma dimensão de significado para "explicar-nos o mundo", eles se oferecem "explicações" para tão estranhos fenômenos: babaquices. Debilidades burguesas destes pobres estúpidos que estão aí para serem pisados.

           Vem-me num angustiante crescendo a percepção de que - para a imensa maioria de nossa gente, uns quantos militares incluso - ainda não chegou a compreensão da verdadeira natureza destes tipos que hoje mandam e desmandam no país.
           Esta récua resulta de uma corrupção de caráter tão profunda - quer de origem ideológica, seja por pura patologia de caráter - que, em termos práticos, são espécie à parte na qual, o que pudesse ter havido de sanidade e elementar decência humana, esvaiu-se num poço de escura perversão.

           Atendem apenas à pulsão por poder, sem entraves de escrúpulos de qualquer ordem.
           O homem comum, decente e honesto, tende sempre a acreditar que o outro se lhe assemelha. E estará errado, neste caso.
           Com estes espécimens não se negocia, não se discute no mesmo plano, não se fazem acordos - ou qualquer tipo de relação embasada no respeito às normas de uma honestidade mínima. Não sabem o que seja.
Interpretam-na como estupidez e fraqueza. Romperão acordos, trairão alianças, apunhalarão pelas costas...

           Sua palavra vale zero - nada. O Cel. Lício os conhece de longa data, de muitos sofrimentos... e de muitas traições. E a autenticidade deste conhecimento ele prova ao posicionar-se:
           "- Não converso com comunas. Se aparecerem, levam bala."

           Só serão parados pela força. É imperioso que se entenda que só serão parados pela força. Só param pela força!
           Se tal força já não existe, ou se não se tem disposição para usá-la... Restará esperar que a terra nos seja leve.


Luiz Cesário da Silveira Filho
GENERAL DA RESERVA DO EXÉRCITO

Ministro Jobim,

Tomei conhecimento de sua entrevista, publicada no Jornal do Brasil em 15 março de 2009, na qual o senhor responde à pergunta de como pretende administrar a insatisfação de alguns generais em relação a algumas diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END).

Por considerar deselegante para comigo e para com os integrantes da Reserva das Forças Armadas a sua resposta de que "o general que declarou a insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou", resolvi considerar a possibilidade de responder-lhe.

Sei que o senhor não leu as minhas palavras de despedida do Comando Militar do Leste. Nelas, relembro o saudoso ministro do Exército, General Orlando Geisel, que afirmou: "Os velhos soldados se despedem, mas não se vão".

Sou um general com 47 anos de serviço totalmente dedicados ao meu Exército e ao meu país. Conquistei todas as promoções por merecimento. Fiz jus à farda que vesti. Não andei fantasiado de general. Fui e continuarei a ser, pelo resto de minha vida, um respeitado chefe militar. Vivi intensamente todos os anos de minha vida militar. Fui, sempre, um profissional do meu tempo.

Alçado ao mais alto posto da hierarquia terrestre, acompanhei, por dever, atentamente, a evolução do pensamento político-estratégico brasileiro, reagindo com as perspectivas de futuro para a minha instituição, na certeza de que a história do Brasil se confunde com a história do Exército.

Vivemos, atualmente, dias de inquietude e incerteza. Sei que só nós, os militares, por força da continuidade do nosso dever constitucional, temos por obrigação manter a trajetória imutável da liberdade no Brasil. É, por este motivo, que serei sempre uma voz a se levantar contra os objetivos inconfessáveis que se podem aduzir da leitura de sua Estratégia Nacional de Defesa.

Ela está eivada de medidas, algumas utópicas e outras inexequíveis, que ferem princípios, contrariam a Constituição Federal e afastam mais os chefes militares das decisões de alto nível. Tal fato trará consequências negativas para o futuro das instituições militares, comprometendo, assim, o cumprimento do prescrito no artigo 142, da Constituição Federal, que trata da competência das Forças Armadas.

"Competência para defender a Nação do estrangeiro e de si mesma".

Em época de grave crise econômica, como a que atinge o país, apesar das tentativas de acobertá-la por parte do governo ao qual o senhor serve, os melhoramentos materiais sugeridos serão, obviamente, postergados. Mas, o cerne da estratégia e suas motivações políticas poderão ser facilmente implementados.

É clara, nela, a intenção de se atribuir maiores poderes ao seu cargo de ministro da Defesa, dando-lhe total capacidade de interferir em todas as áreas das Forças Armadas, desde a indicação de seus comandantes, até a reestruturação do ensino e do preparo e emprego das Forças.

Vejo, atualmente, com preocupação, a subvalorização do poder militar. Desde a Independência do Brasil, sempre tivemos a presença de um cidadão fardado integrando a mesa onde se tomam as mais importantes decisões do país. O Exército Brasileiro sempre foi um ator importante na vida brasileira, e, ao longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista.

A concepção ressentida da esquerda, que se consolidou no poder político a partir de 1995, absorvendo as ideias exógenas do Estado mínimo e da submissão total do poder militar, mantendo "a chave do cofre e a caneta" em mãos civis, a fim de conseguir a sua subserviência ao poder político civil, impôs a criação de um ministério destinado a coordenar as três Forças Armadas. Isto não se fazia necessário, no estágio evolutivo em que se encontrava o processo político brasileiro. Em um governo, à época da criação do Ministério da Defesa, constituído por 18 ministérios, nos quais pelo menos cinco eram militares, foram substituídos, estes últimos, por um ministério que, por desconhecimento de seus ocupantes (até hoje, nenhum ministro da Defesa prestou sequer o Serviço Militar Obrigatório, como soldado), tem apenas atuado no campo político.

Estou convencido que afastar-nos da mais alta mesa de decisão do país foi uma estratégia política proposital, o que tem possibilitado, mais facilmente, o aparelhamento do Estado brasileiro rumo à socialização, com a pulverização da alta administração do país, atualmente, em 37 ministérios e, apenas um, pretensamente, militar.

A expressão militar deve ser gerida com conhecimento profissional, pois ela é um componente indissolúvel do poder nacional. Sem a presença de militares no círculo das altas decisões nacionais, temos assistido a movimentos perturbadores da moral, da ética e da ordem pública intentarem contra a segurança do direito, aspecto basilar em um regime que se diz democrático. Tal fato traz, em seu bojo, condições potenciais de levar o país rapidamente a uma situação de anomia constitucional, o que poderá se configurar em risco de ruptura institucional.

A sua END aprofunda o contexto de restrições à autonomia militar e sugere medidas que, se adotadas, trarão de volta antigos costumes de politização dos negócios internos das Forças Armadas. Talvez isso favoreça o modelo de democracia que querem nos impingir. Será isto o que o senhor quer dizer quando fala em sua entrevista "que é o processo de consolidação da transição democrática"?

Finalizando, quero salientar que a desprezível conceituação de que "o general que declarou insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou", bem demonstra a consideração que o senhor empresta aos integrantes da Reserva das Forças Armadas, segmento que o seu ministério pretende representar. Isto mostra, também, o seu desconhecimento da grandeza e da servidão da profissão militar, pois, como bem disse o general Otávio Costa, "a farda não é uma vestimenta que se despe, mas uma segunda pele que adere definitivamente à alma...".

Lembre-se que os militares da ativa sempre conferem prestígio, não somente aos chefes de hoje, como, também, aos de ontem. Não existem dois Exércitos. Há apenas um: o de Caxias, que congrega, irmanados, os militares da ativa e da reserva.

A certeza de que o espírito militar, que sempre me acompanhou nos meus 47 anos de vida dedicados totalmente ao Exército, o qual, oxigenado pela camaradagem, é formado por coragem, lealdade, ética, dignidade, espírito público e amor incondicional ao Brasil, é o que me faz voltar, permanentemente, contra a concepção contida na sua END.

Quarta-feira, 18 de Março de 2009 - 00:00

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Notícias
O que fazer pelo Brasil

MANIFESTAÇÃO
08/03/2009
EM SÃO PAULO - NO MASP

Apesar da pouco expressiva presença de apoiadores, cerca de 70, a faixa chamou a atenção de quem passava pelo MASP. Muita gente assinou o abaixo assinado, encampado por uma das entidades participantes e que será levado às autoridades.

Cesare Battisti

Em quase duas horas de manifestação, foram distribuidos cerca de 5.000 panfletos denunciando para a população quem é o amigo de Tarso Genro.

O Jornal Folha de São Paulo, estampou uma foto da manifestação no alto da página A4 (primeiro caderno) de forma imparcial. Apenas divulgou o que ocorreu. Já o jornal O Estado de São Paulo, publicou uma pequena nota que mostra que seu pessoal precisa voltar à escola e aprender a contar. Se somente um dos grupos levou 20 pessoas à manifestação, e os outros grupos ?


O objetivo maior foi alcançado:
Unir grupos aparentemente distintos em um só ponto.
Esse pequeno laboratório permitiu saber que é possível a realização de ações coordenadas e com objetivos efetivos entre os grupos.
Vamos dar continuidade a esse trabalho e ampliá-lo mais e mais.


Nossa Proposta
União pelo Brasil


DIVERSAS IDÉIAS
UM FOCO

Esta página está sendo criada para congregar os diversos grupos de nacionalistas, patriotas, idealistas e auto-motivados Brasileiros que estão cansados de verem sempre as mesmas injustiças sendo cometidas em nosso país.

Temos um propósito claro:
A DENÚNCIA !
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COMPROMISSO COM O PAÍS !
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